A Biblioteca do Centro Universitário Assunção recebeu novas obras com temática antirracista, ampliando o acervo disponível para estudantes, professores e demais integrantes da comunidade acadêmica. Foram recebidos dois exemplares de cada título, que já estão disponíveis para consulta e empréstimo.
A aquisição, autorizada pela FUNDASP por meio do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania, reúne livros que abordam diferentes dimensões das relações raciais, do racismo e das estruturas sociais que atravessam a sociedade contemporânea.
A iniciativa também contribui para a formação acadêmica plural, ao disponibilizar referências que podem apoiar estudos, pesquisas e discussões em diferentes áreas do conhecimento, inclusive como possibilidades de referência bibliográfica nos cursos do Centro Universitário Assunção.
Entre os títulos incorporados ao acervo está “Colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana”, de Deivison Faustino e Walter Lippold. A obra aproxima tecnologia e ciências humanas para discutir como as grandes corporações de tecnologia reproduzem estruturas de dominação, exploração e racismo sobre o Sul Global. O livro aborda temas como racismo algorítmico, apropriação de dados e descolonização da tecnologia.
“O que é antirracismo? E por que significa anticapitalismo”, de Arun Kundnani, discute as relações entre racismo e capitalismo. O autor apresenta uma análise histórica das diferentes formas de antirracismo e argumenta que a superação do racismo exige a compreensão de suas dimensões estruturais e econômicas.
Em “Raça social: Uma leitura sobre a racialidade brasileira”, Bárbara Carine investiga a raça como construção social e política, discutindo conceitos como branquitude, racismo, negritude e as políticas de ações afirmativas. A obra também apresenta reflexões sobre a identidade racial no Brasil e sobre os desafios da educação antirracista.
Já “Ética na Inteligência Artificial”, de Mark Coeckelbergh, amplia o debate para as implicações sociais e filosóficas das novas tecnologias. A obra aborda responsabilidade moral, desigualdade, mudanças climáticas e os impactos da inteligência artificial sobre a compreensão do trabalho, da sociedade e da própria humanidade.
A coletânea “Branquitude: diálogos sobre racismo e antirracismo”, organizada por Lia Vainer Schucman e pelo Instituto Ibirapitanga, reúne debates com pensadores como Cida Bento, Sueli Carneiro e Thiago Amparo. A publicação coloca a branquitude no centro da discussão sobre racismo estrutural, abordando privilégios, relações de poder e responsabilidade institucional.
Em “A dívida impagável”, Denise Ferreira da Silva articula uma crítica ao capitalismo, ao racismo, à escravidão e ao colonialismo como elementos estruturantes da modernidade. A obra propõe reflexões sobre justiça econômica, racialidade e estruturas de poder a partir de uma perspectiva anticolonial e feminista negra.
A obra “Com a Palavra, as Pretas”, da antropóloga senegalesa Awa Thiam, é uma referência do feminismo negro francófono. Publicado originalmente em 1978, o livro reúne depoimentos e entrevistas de mulheres africanas para discutir a relação entre gênero, raça e classe, além de denunciar práticas de subalternização e os efeitos do colonialismo e do patriarcado.
“Metamorfoses do racismo: Uma história do ativismo negro nos Estados Unidos”, de Flávio Thales Ribeiro Francisco, apresenta uma trajetória histórica do ativismo negro norte-americano e analisa como o racismo se transforma e encontra novas formas de exclusão e manutenção de poder mesmo diante dos avanços em direitos civis.
O acervo também passa a contar com “Contraideologia da mestiçagem”, que reúne textos do sociólogo e ativista Eduardo de Oliveira e Oliveira, organizados pelo historiador Rafael Petry Trapp. A obra recupera a produção de um importante intelectual negro brasileiro e questiona o mito da democracia racial, destacando o protagonismo da população negra na construção da história brasileira.
Em “Clóvis Moura e o Brasil”, Márcio Farias apresenta uma introdução à obra do sociólogo e historiador Clóvis Moura, resgatando sua contribuição para a interpretação da formação social brasileira e para a compreensão da população negra como sujeito ativo da história. O livro também aborda resistência ao escravismo e racismo estrutural.
Por fim, “A raça no divã”, de Thamy Ayouch, aproxima psicanálise e estudos sobre racialização para investigar os efeitos psíquicos e sociais do racismo. A obra propõe uma abordagem interdisciplinar e discute como preconceito, exclusão e desumanização atravessam a experiência dos sujeitos racializados.
A chegada das novas obras fortalece o acervo da Biblioteca e amplia as possibilidades de acesso a diferentes perspectivas sobre questões raciais e sociais. Para a comunidade acadêmica, os títulos podem contribuir tanto para a formação individual quanto para trabalhos, pesquisas e discussões desenvolvidas em sala de aula e em diferentes espaços da instituição.
Estudantes e professores podem consultar e retirar as obras na Biblioteca do Centro Universitário Assunção. Conheça os novos títulos e aproveite o acervo para ampliar seus estudos e perspectivas:
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