Entre os dias 17 e 21 de agosto, o Centro Universitário Assunção realizou a I Jornada Acadêmica de História, que reuniu estudantes, professores e pesquisadores para cinco noites de debates sobre o tema “O fascismo nosso de cada dia”. Realizado no Auditório da Instituição, o evento propôs uma reflexão sobre as manifestações do autoritarismo em diferentes contextos históricos e suas relações com a sociedade contemporânea.
A programação reuniu pesquisadores do Centro Universitário Assunção, da PUC-SP, da UNICAMP e da UFRJ/UCM, abordando diferentes dimensões do fascismo e dos regimes autoritários.
A Jornada teve início na segunda-feira, 17 de agosto, com a palestra “As raízes do fascismo brasileiro”, ministrada pelo Prof. Dr. Antônio Raggo, docente da PUC-SP. O encontro abordou as origens históricas, políticas e sociais do fascismo no Brasil, discutindo a incorporação de práticas autoritárias e excludentes na formação do Estado e da sociedade brasileira e seus reflexos na contemporaneidade.
A abertura apresentou aos participantes elementos para compreender o autoritarismo a partir de uma perspectiva histórica, contribuindo para a reflexão sobre a permanência e as transformações dessas práticas ao longo do tempo.
Na terça-feira, 18 de agosto, o segundo dia de evento apresentou a palestra “Fascismos, regimes autoritários e empresariado”, com o Prof. Dr. Pedro Giovanetti Moura (UFRJ/UCM). A palestra discutiu as relações entre poder econômico e regimes autoritários em diferentes contextos históricos, abordando o papel do empresariado tanto na sustentação desses processos políticos quanto nas formas de resistência e transformação.
“Os estudantes levantaram ótimos questionamentos que melhoraram o nível da palestra” afirmou o palestrante Prof. Dr. Pedro Giovanetti Moura sobre o engajamento dos estudantes do Assunção durante a palestra.
A terceira noite, realizada na quarta-feira, 19 de agosto, trouxe a dimensão artística e cultural para o centro da discussão. A palestra “O Fascismo e a Produção Artística”, ministrada pela Prof.ª Dr.ª Vanessa Beatriz Bortulucce, docente do Centro Universitário Assunção, apresentou diferentes manifestações artísticas e estratégias de representação do poder anteriores à própria criação do termo “fascismo”, percorrendo diferentes períodos históricos até chegar ao fascismo italiano de Benito Mussolini.
A discussão evidenciou como imagens, símbolos e produções culturais podem ser mobilizados para exaltar lideranças, construir discursos políticos e contribuir para a legitimação de regimes autoritários. A atividade contou com a mediação da Prof.ª Dr.ª Danielle Manoel Pereira, que contribuiu para a condução e o aprofundamento do debate a partir das questões apresentadas durante o encontro.
Na quinta-feira, 20 de agosto, a Jornada chegou à sua quarta noite com a palestra “Resistência ao autoritarismo: da República Oligárquica ao bolsonarismo”, ministrada pelo Prof. Dr. Marcelo Ridenti, da UNICAMP, com mediação do Prof. Dr. Thiago Rodrigues. A partir de diferentes momentos da história brasileira, a palestra analisou as formas de resistência aos projetos autoritários, discutindo continuidades, rupturas e os desafios relacionados à consolidação da democracia e à garantia dos direitos fundamentais.
O encerramento aconteceu na sexta-feira, 21 de agosto, com a palestra “Os impactos do fascismo italiano no Brasil”, ministrada pelo Prof. Dr. Antônio Ruzza, do Centro Universitário Assunção, com mediação do Prof. Dr. Carlos Eduardo Lobo.
O encontro analisou a influência do fascismo italiano sobre a política, a sociedade e as comunidades de imigrantes no Brasil durante o século XX. A discussão abordou os desdobramentos históricos desse processo e os reflexos desse legado na realidade brasileira.
Ao longo de cinco noites, a I Jornada Acadêmica de História reuniu diferentes pesquisadores e perspectivas para discutir o fascismo e o autoritarismo a partir de seus aspectos históricos, políticos, econômicos, artísticos e culturais, além das formas de resistência e dos desafios para a democracia.
A programação também proporcionou aos estudantes o contato com pesquisadores de diferentes instituições de ensino superior e criou um espaço de diálogo e troca de conhecimentos, aproximando a comunidade acadêmica de debates fundamentais para a compreensão da história e da sociedade contemporânea.
CENTRO UNIVERSITÁRIO ASSUNÇÃO: ELEVE SEU CONHECIMENTO!